A vida de William
Em pequenas doses

Tem aquele “meme” bobo:

Antigamente com R$5eu voltava do supermercado com uma barra de chocolate, uma lata de coca-cola, 2 pacotes de trakinas e um trident. Agora colocaram câmeras.

Não me representa. Mas poderia, sei lá. Adolescente é inconsequente, né..

 

De vez em quando alguém comenta sobre as pilhas alcalinas e o alto preço pelos pacotes. Sempre me lembro dessa história, sem honras e com muitas vergonhas, aquela vez que tentei surrupiar um pacote de 4 pilhas AA:

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Decidi fazer a resenha desse disco 14 anos depois do lançamento dele porque é um album que curto muito! E marcou a época boa do colegial em São José do Rio Preto. Foi lá por aqueles anos que meu gosto musical se formou e a música ganhou importância pra mim, afinal, eu já era o baterista dos Palafitas!

palafitas

Engraçado que desde aquele tempo eu já gostava das bandas desconhecidas. Em 2001 pouquíssimas pessoas da minha cidade conheciam Weezer e quando questionadas respondiam:

“Ah, a banda WIZARD? Seeeeei, claro, claro!”

“… ahn, no you don’t “

Lembro até hoje, que a única pessoa da minha sala do 2º colegial que conhecia Weezer era a Karen. Ela sempre foi do punk, roqueira, piercing, cabelos coloridos e tal. E não é que ela tinha o CD ORIGINAL do The Green Album?

Quando ela me emprestou ouvi tanto tanto que se já não existisse o furo no meio do CD, passaria a ter. É um disco incrível. Sou eternamente grato pelo empréstimo da Karen, numa época em que a internet rápida era coisa de playboy coxinha gente rica e achar mp3 era um ato difícil (além de ser considerado ilegal). Karen, um beijo.

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Esse post vai pra série “Passando Perrengue em Outros Territórios”, e também dedico especialmente pra família e pra mãe de um amigo que trabalhou comigo na Accenture, o Tomás Polisel. O caso do Tomás está muito mais crítico que o meu foi, mas ainda assim me identifiquei muito quando soube que a mãe dele ia viajar pra ficar com ele no hospital.

O Tomás sempre foi um grande fã de esportes, inclusive dos mais radicais (apesar de que nos 4 anos em que trabalhei no CoE só joguei futebol e competi em corrida de rua com ele..). Enfim, frequentemente ele viajava com a turma pras “trips” pelo mundo, Nova Zelândia, Chile, pra trilhar ou esquiar.

Faz um tempo ele começou a fazer Skydive, Paraquedismo, em Boitúva. Nunca pulei de pára-quedas mas se fosse pra eu começar, com certeza seria lá! Tenho até um outro grande amigo, o Eduardo que salta lá e inclusive conheceu o Tomás! Fiquei feliz quando vi os dois se conversando no facebook.

O que aconteceu foi que depois de inúmeros saltos nosso amigo Tumati foi pra mais uma trip internacional de salto, nos Estados Unidos. Sinceramente, não sei exatamente todos os detalhes, não quis perturbar as pessoas perguntando sobre o ocorrido. Pelo que entendi, teve uma falha no primeiro pára-quedas, e mesmo com o reserva abrindo o impacto no chão foi grande e ele acabou batendo a cabeça. Teve que ser internado imediatamente e os amigos que estavam com ele avisaram a família e a mãe dele foi pra lá de imediato.

Tudo isso me lembrou muito o que aconteceu comigo no Japão, e toda a preocupação da minha família e da minha mãe, que foi pra ficar comigo no hospital do outro lado do mundo.

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Já falei que gosto de Simpsons? Apesar de não acompanhar tanto hoje em dia, é um dos desenhos que mais gosto tanto pelo humor como pela estética. Me lembro de quando era pequeno, morava em Chapecó e minha família fazia churrasco aos domingos. Assistíamos a corrida do Ayrton Senna e um episódio de Simpsons.

Um ponto que gosto nos Simpsons é que os episódios geralmente começam com algo totalmente aleatório que não tem NADA a ver e de repente degringola para o plot principal.

Tipo aquele em que a Lisa quer protestar contra um restaurante que só serve carne (tem coisas tipo “salada de carne”..) chamado O Matadouro e Homer decide que todos vão almoçar lá. Quando chegam lá Homer desafia um caminhoneiro a comer o maior filé do restaurante. Depois disso o caminhoneiro morre (por envenenamento de um outro restaurante), levando Homer a honrar o compromisso que o motorista tinha de fazer as entregas. Assim os outros dois terços do episódio são sobre Homer e Bart fazendo as viagens e descobrindo que os caminhões são guiados automaticamente pelas estradas dos Estados Unidos.

simpsons

Às vezes parece que a vida é como um episódio de Simpsons. No post de hoje queria escrever sobre minha namorada, que já apareceu por aqui, porém, não como namorada. E para explicar como viemos a ser importantes um para o outro, tenho que começar pelo pedaço do destino que nos juntou.

A Andressa já escreveu aqui como foi o desenrolar da história, mas tem a minha versão!

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Em 29 de setembro de 2012 fui ao show de uma banda que eu gosto MUITO, que me foi apresentada pelo Mirzan (meu grande amigo-tio-broder-camarada de Brasília): The Reign Of Kindo. Na verdade estava uma incógnita se ia até umas 4h antes do show, porque era meu aniversário e isso me deixava em dúvida sobre o que fazer nesse dia.

Ir sozinho não era um empecilho, contudo, as múltiplas possibilidades de programas me deixavam sem saber o que fazer. Se o Mirzan tivesse vindo pra São Paulo era certeza que nós estaríamos no Manifesto pra ver a banda , mas o maldito foi vê-los no Rio de Janeiro.. E nenhum outro amigo meu de São Paulo conhece TROK. Daí eu fui sozinho, sem convite, apenas com a vontade. Dei sorte que um cara estava querendo vender um e paguei metade do preço do convite antecipado. (Obrigado amigo anônimo, foi um dos únicos presente que ganhei esse ano. Deus lhe abençoe!)

Falei pra Andressa que tava indo sozinho e ela achou estranho. Até o momento eu não tinha parado pra pensar, que realmente é um pouco triste ir sozinho. Mas é o jeito, já fiz muito isso porque gosto de bandas que ninguém conhece e eu curto muito e preciso muito ver o show!

Pra terem uma ideia, já fui sozinho nesses shows:

  • NEET
  • Anberlin (na Clash)
  • Tokyo Police Club (um crowdfunding que fizeram pra trazer eles)
  • MTV ao Vivo 5 Bandas (Fresno, Moptop, Hateen, Forfun e NX Zero no Via Funchal)
  • The Reign of Kindo (meu aniversário, no Manifesto Rock Bar)
  • Fresno (umas 3 vezes)

E um dos melhores shows da minha vida sabem que foi semi-sozinho? Foi um da Fresno, (um dos primeiros em São Paulo) no bom e velho Hangar 110. Numa época em que não havia HIPSTERS e que o mais próximo de EMO era EMOCORE (tipo emo, só que macho).

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12 Aug 2012, by

Feliz Dia Papai!

MAUS

Todos temos certas birras da nossa família. Por vezes reclamamos de algo que nossa mãe faz, que nos deixa louco ou ficamos putos da vida com alguma implicância do pai.

Eu mesmo estou meio irritado com uma conversa que tive ontem com meu pai, mas bom, ele é meu PAI, me criou e me sustentou por amor. Se ele tem essas atitudes hoje é porque teve experiências que explicam/justificam.

Quando comecei esse blog, uma das minhas ideias era gerar um “filho” dele, contando a história do meu pai. Fui muito inspirado pela melhor publicação que já li: MAUS. Onde Art Spiegelman desenha a si próprio fazendo perguntas pro pai e desenhando a história do pai sobrevivente de um campo de concentração nazista. Truly inspirational. Recomendado a todos!

Já tinha até preparado o sub-domínio pai.do.toshibento e já tinha colhido material pra uns 5 posts. Contudo, as prioridades de outras coisas foram crescendo e eu nunca consegui pôr em prática 🙁

O Senhor Motoharu Kurosawa fez muitas coisas, viveu em muitos países, passou por muitas crises e é uma vida que também merece ser contada. Desde sua infância nos jardins de Ibaraki – Japão, a grande viagem de navio, a juventude em Guatapará – interior de São Paulo, entre São Carlos e Ribeirão Preto, o trabalho na metrópole São Paulo, os trabalhos na Noruega, Holanda, Alemanha, Bélgica, Japão, a vida pacata em Chapecó – Santa Catarina, a mudança pra Mogi das Cruzes e a última empreitada em São José do Rio Preto.

E o conto que mais me motivava a criar um blog é dessa época em que meu pai era um jovem franzino na colônia japonesa de Mombuca em Guatapará. Desde a primeira vez que ouvi, até hoje quando conto pra alguém.. acho que a umidade do ar começa a aumentar e meus olhos começam a soltar uma espécie de líquido, tipo um suor, não sei dizer. Não é choro, homem não chora.

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Anime é o nome dando pras animações japonesas, os desenhos animados com toda essa característica oriental (que não é apreciada por todos). O background estático e movimentos pequenos era uma restrição técnica que depois passou a ser incorporado como estética dos animes. Mas a temática sempre foi a mais ampla possível: temos animes pra criancinhas, pra jovens, pra adultos, pra desajustados sociais, pra quem gosta de basquete, corrida, luta, tênis, videogame, putaria, filosofia, arte, entre outras tantas possibilidades.

Acreditem ou não, comecei vendo Cavaleiros do Zodíaco mas não estava naquela VIBE! Óbvio que eu assistia bastante, brincava de lutinha e fingia que fazia o “Cólera do Dragão” até no chuveiro. O único bonequinho que eu tive foi um desses piratex ganhado de uma tia. Acho que eu era muito novinho pra entender que os desenhos tem um enredo/roteiro/história, os personagens necessitam ter motivações e os valores devem ser passados.

Cavaleiros, Yu-Yu Hakusho, DragonBall, todos esses passaram quando morei em Mogi das Cruzes e no tempo em que eu havia ganhado o melhor videogame de todos os tempos: Super Nintendo Entertainment System, também conhecido apenas como Super Nintendo ou SNES.

Atribuo à isso a minha falta de maior interesse pelos universos criados nos mangás e animes, porque continuou assim até quando me mudei para São José do Rio Preto e um triste dia assaltaram minha casa e levaram meu videogame embora. Uma época que foi próxima de quando meu pai teve condições de assinar uma tal de DirecTV (atual Sky), a única que tinha o LOCOMOTION!

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In: Rio Preto | Tags:

Em algum momento criarei um post falando sobre a Campus Party. Uma das experiências interessantes de 2012. Lá encontrei as web celebs e conheci pessoas ótimas, todas na mesma ~vibe~ internética.

Uma delas foi a Andressa, Jornalista formada pela Universidade Federal do Pampa, gente boníssima, simpática, linda, e (vou parar de tecer elogios hahaha), escreve no blog Era Uma Vez. Vejam e Curtam.

Pois bem, há pouco a mocinha veio conversar comigo no chat do facebook que durante um passeio com o cachorro foi abordada por um rapaz, cabisbaixo, triste com um buquê de flores na mão. Perguntou se ela aceitaria as flores e ela aceitou. Provavelmente o colega havia tomado um fora e era melhor que as flores tivessem um despacho melhor que o lixo.

Perguntei se ela gosta de ganhar flores, afinal, algumas gostam outras não ligam: A maioria fica feliz. (Sei que a maior discórdia é quanto a pagar as contas. Sempre me ofereço, mas algumas moças insistem em dividir).

Me ocorreu de perguntar o que ela acha dos homens que abrem a porta do carro. Nisso lembrei que já havia feito essa pergunta em um questionário em 2010. Meus amigos desde aquela época devem lembrar.. Divulguei no facebook e pedi RT no twitter de algumas celebridades! (@tchulimtchulim, @gravz, @cintiacosta, @galantini entre outros 🙂

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1 Jul 2012, by

Sobre o que fazemos.

Aristoteles

Costumo escrever somente sobre momentos marcantes da minha vida, mas abrirei exceção pra esse, um post mais estilo filosofia. Porque é um assunto que me interessa. Além disso, acredito ser inerente ao ser humano questionar.. Quem nunca se perguntou quem somos, de onde viemos, pra onde vamos e se tem internet lá?

Aristoteles

Aristoteles

Essa semana estive pensando sobre esse assunto: Por vezes temos atitudes que são difíceis para as outras pessoas perceberem o motivo de tais decisões, porque ninguém vive o que o outro vive e as decisões são baseadas nessas responsabilidades e experiências únicas que cada ser carrega.

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In: Divagando | Tags:

A princípio ia utilizar o assunto do novo emprego apenas como gancho para um post sobre uma das minhas férias no Rio de Janeiro, mas ficou tão relevante que achei por bem escrever mais sobre isso.

Sem muitos rodeios, faz pouco mais de um mês que comecei a trabalhar na Visualfarm como Motion Designer (ou, basicamente: Animador – uhuu! iei! aeee! – www.instantrimshot.com )

O gancho com RJ é que semana passada estivemos lá executando 3 jobs, todos projeções relacionadas com Sustentabilidade e o evento da Rio+20. A empresa que trabalho cria o conteúdo dos vídeos e faz todo o serviço de projetar em diferentes estruturas. Os trabalhos mais famosos e que mais gosto são esses 2, uma projeção no Cristo Redentor fazendo com que ele dê um abraço e outra projeção no MASP:

Projeção do Abraço do Cristo Redentor from Visualfarm on Vimeo.

90 anos da Semana de Arte Moderna no MASP from Visualfarm on Vimeo.

Bom, acho que nem todos sabem a trajetória épica que foi até chegar onde estou hoje. Mesmo eu não posso determinar, tantas coisas podem influenciar.

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