A vida de William
Em pequenas doses

20 Mar 2012, by

Já quebrei um dente.

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Esses dias busquei um blog antigo que tinha (com alguns posts downers, emos, depressivos, idiotas..) e em um dos posts comentei sobre como as pessoas não reparam em certos detalhes, até o momento em que você mesmo revela. Aí as pessoas não conseguem “desver”.

Por exemplo, o C escondido do Carrefour, ou aquelas fotos do site Can’t Be Unseen.

Um nariz grande que você me diz que acha que tem e eu passo a realmente acreditar que tens um narigão. Ou um dente que eu digo que já quebrei uma vez e você passa a perceber que ele é mais escurinho que os outros. Pois é, o nervo do dente foi afetado e ficou… insensível.

Tínhamos 15 pra 16 anos. Idade boa hein? Primeiro colegial (ou era o segundo? Caramba! Preciso confirmar com alguém que lembre. To meio burro ultimamente) – Descobri que era o segundo colegial! (Graças à Lívia). Imaturos, cheio de idéias idiotas na cabeça e com todas as ilusões possíveis que os adolescentes possuem: Rebeldia e sentimentos de sou-dono-do-mundo à flor da pele, tudo isso entre os ensaios dos Palafitas, aulas de japonês e aulas no Colégio Objetivo. Esse era meu clube, essa era minha vida.

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In: Rio Preto | Tags:

Fato é que eu gosto de conhecer pessoas novas (desde que sejam mais interessantes que portas. Porque tem umas portas tão legais..).

Uma pena é que li no Gawker recentemente que o ser humano não tem a capacidade biológica pra se relacionar com mais de 150 pessoas ao mesmo tempo:

The Truth: You can only maintain relationships and keep up with around 150 people at once.

http://gawker.com/5855697/the-biological-reason-you-have-too-many-facebook-friends

Leiam com calma depois, é complexo e cheio de sentido.

Enfim, vou contar a história de quando conheci uma menina no ponto de ônibus. Aconteceu no primeiro trimestre de 2007, segue um panorama da época:

  • Estado civil: namorando a Fabi desde dezembro de 2006
  • Grau de escolaridade: Superior Cursando – Estágio na Accenture do Brasil
  • Local de moradia: Jabaquara – Zona Sul de São Paulo

Havia acabado de entrar no estágio na Accenture e nem tinha conseguido achar lugar pra morar. Fiquei morando em um apartamento vazio do meu tio, que apesar de longe do trabalho era o que tinha na hora.

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Construindo a casa com meu chapéu cata-ovo comprado no Rio de Janeiro

Você já fez algum trabalho voluntário?

Não pergunto isso pra fazer nenhuma pressão. Quero apenas saber se o que vou dizer soa clichè pros leitores ou se vão entender.

Você já sentiu que ganhou muito mais que o pouco que contribuiu? Pois é, poucas vezes, acho.. E falando sério, aprendi muito nesse fim de semana.

Nesse fim de semana, de 12 a 14 de novembro, participei como voluntário pra ONG Um Teto Para Meu País. Citando do site http://umtetoparameupais.org.br/:

Missão do Teto: Melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem em situação de pobreza por meio da construção de casas emergenciais e do desenvolvimento de planos de habilitação social a partir do trabalho conjunto entre jovens voluntários universitários e a comunidade.

ONG?! Mas como assim, Toshiba?

Muitas pessoas tem certo receio (pra não dizer outra palavra) de organizações assim, de trabalhos voluntários ou mesmo de pensar em melhorar a condição social de quem vive na extrema pobreza. Uns acham que devia ser obrigação do governo, outros que não adianta nada, e mesmo outras pessoas que preferem ajudar de outra forma.

Fui pra Souza Ramos, uma comunidade na Cidade Tiradentes, Zona Leste (fundos) de São Paulo. Construí um novo teto para a família da Cris, mãe de Jorge e Sabrina, crianças ativas (ou seria “arteiras”?). Mesmo com as mãos doendo e os braços cansados no primeiro dia, mesmo com a chuva nos outros dois dias (e mesmo sem tomar banho nesses dias) conseguimos fechar o teto e dar uma condição um pouco melhor pra essa família que compartilhou um fim de semana com a minha equipe.

Parabéns equipe! É isso aí time!

Vou dar X motivos pelos quais me motivei para participar da construção de uma pequena casa de madeira, com medidas de 3m x 6m no feriadão, mesma data de jogos universitários e festivais de música.

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Acabo de voltar de uma sessão de cinema na qual fui ver o Rock Brasília, dirigido por Vladimir Carvalho. É um documentário que mostra como se formou o rock brasiliense, que conseguiu mudar o eixo da corrente principal. Haviam transformado em um triângulo Rio – São Paulo – Brasília.

Sei que muitos dos meus amigos torcem o nariz pra Legião Urbana, mas me desculpem, é uma banda que gosto muito, tanto por saber da história, dos ideais e muito também porque foi um dos grupos musicais que influenciaram a minha turma do colegial a formar uma banda.

Me perdoem se eu estiver errado, Bisorro e Turtle, mas a história começa assim (na minha cabeça): no ginásio o grupinho do objetivo, influenciado pelo rock oitentista do Brasil, resolveu formar uma banda. Imagino que muitos adolescentes tenham feito as aulinhas de violão, guitarra e afins.

A escolha do nome, se muito me lembro, é referência àquela música dos Paralamas do Sucesso – Alagados. E seguindo essa linha de nomes compostos (Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii, Barão Vermelho, Ultrage a Rigor, Legião Urbana, Capital Inicial etc etc) nada mais justo que nomear como “Palafitas do Araguaia“.

Era uma coisa incrível, tinham guitarristas, tecladistas e dançarinos. Mas a banda não vingou.

Foi em 2000, quando fui estudar no Objetivo de Rio Preto que as engrenagens começaram a se encaixar. Eu, reservado que sou, apenas assistia a aula como um aluno atencioso quando Bisorro (former Bizorro) e Turtle (Bundão, Herbert, Espiridião Amim, Geléia, Geca..) me “convidaram” para fazer parte dos Palafitas:

Ow Toshiba, não quer tocar bateria na nossa banda?

Cara… Não sei tocar e nem tenho bateria.

Vamo ae! Depois você compra. Toca no teclado por enquanto.

Ah. Tá bom.

*nota: o apelido Toshiba havia sido inventado naquela mesma sala do Objetivo, pelo cara mais chato do universo – infelizmente.

A história completa, detalhada (e em um site muito bem trabalhado) vocês podem conferir nesse trabalho de vergonha alheia: http://palafitas.cjb.net/ [tem um monte de link quebrado eu sei.. um dia eu revivo o site]

Enfim.. Viram como sou volúvel? Assim nascia o power trio que tocava composições próprias (tocar música dos outros era difícil) e tinha os ensaios mais lúdicos possíveis.

O primeiro ensaio foi feito com 2 guitarras (uma imitando o baixo) e um teclado (imitando uma bateria). E no primeiro mesmo já tivemos registros em FITA CASSETE dos maiores clááááássicos dos Palafitas. O mixtape era formado pelo meio-reggae “Pastor Pop”, a guitarra distorcida e letra com denúncias de xenofobia “Nordeste Nordestino” e por último o cordel de um amor impossível, batizado de “Discriminação”.

As letras eram todas compostas pelo Bisorro, um poeta nato. Se não fossem líricas, as mensagens eram de crença num futuro melhor.

A melodia era composta em grupo, pelo Bisorro, Turtle e eu, nos raros momentos de composição. Como o nerd do Turtle fazia aula de música, era interessante aplicar a teoria e a harmonização dos acordes e ..zzzzzz. Fazer música não é muito complexo. Eu fiz uma única aula de bateria e já tinha aprendido tudo – brincadeira, era muito longe e eu preferi investir o dinheiro pra comprar uma bateria e aprender sozinho.

Procurei por baterias usadas em Rio Preto mas as poucas que tinham eram muito caras pra comprar com o dinheirinho-inho da mesada. Comprei uma bateria fuleira (por R$200) depois de um tempo e começamos a ensaiar na lavanderia da minha casa. Coitada da minha mãe, ela sempre disse que adorava que tocássemos.. Certamente ela falava isso quando estava bem longe.

Existiu o clássico vizinho chato que reclama. No nosso caso era um coronel aposentado que sempre ameaçava chamar a polícia.

Ele tinha muita sorte que nossos ensaios eram permeados por outras atividades além de tocar música. Era comum interrompermos para:

  • Para tomar garapa (aka caldo de cana);
  • Tomar um banho de chuva e chafurdar na sarjeta;
  • Torturar os caramujos africanos que infestavam determinadas épocas;
  • Comer;
  • Inventar mais apelidos para o Turtle.
Sim, isto foi durante um ensaio. E sim, eu estou mergulhado na sarjeta.
Outra parte legal do ensaio era quando trocávamos de instrumentos e tocávamos as únicas músicas que todos sabiam independente de qual fosse a posição: Que País É Este e Smells Like Teen Spirit.

Sempre cantado de modo que pudéssemos encaixar um “Herbert”, “Doutor Ovo”, “Bundão”, “Bussunda”, “Amim”, “Cássia Eller” ou qualquer figura/ícone/personagem que tivesse a bunda grande ou fosse careca.. Ah, bons tempos..

Os Palafitas tiveram outras formações.. (ahn, basicamente o Lacraia como guitarra base durante algum tempo). Foi o suficiente pra podermos gravar 10 músicas num MD Recorder e transformar em mp3. Que são as músicas que compõe o Palafitas Vol. 1

–> O volume 1 foi lançado depois da gravação de Crucificados – 3 horas em estúdio pra gravar um demo pra enviar pro Sprite Sounds. Foi maneiro!

Falo que tocar numa banda, tocar nos Palafitas, é a coisa que eu mais me orgulho de ter feito na vida e que poucos puderam experienciar algo semelhante. Quando encontro alguém que teve/tem uma banda me empolgo em conversar sobre :-)

A banda meio que acabou quando fomos pras respectivas faculdades. Eu vendi a bateria e o baixo do Bisorro ficou em casa pra sempre. Todo ano falamos de reviver os Palafitas e parece que a culpa é sempre minha porque não comprei uma outra bateria. C’est la vie. Um dia voltaremos, aguardem.

Não sei como é pra juventude atual, mas era esse tipo de coisa que fazíamos antes da internet se popularizar. A vida era mais vivida, longe do computador.

É como aquela tirinha que apareceu na internet esses dias (caramba.. olha a metalinguagem aí!)

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Tenho muitos fatos da vida que ainda quero contar pra vocês e frequentemente fico me perguntando se devo seguir uma ordem cronológica, pra entenderem toda a lógica do pensamento emocional, ou se posso ficar colocando os fatos fora de ordem mesmo. Estou adiando escrever sobre a segunda namorada, mas é um ponto que iria desencadear várias histórias legais, inclusive essa.

Enfim, quero escrever sobre a minha ida ao Japão porque escrevo hoje, um dia depois do falecimento de uma das pessoas que pode afirmar com toda a certeza “eu fiz a diferença“. A frase poderia muito bem ser atribuída a várias pessoas (inclusive você, caro leitor), ou Hitler, por exemplo. Mas estou falando de um cara que concebeu um novo paradigma no conceito inovação: Steve Jobs.

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Deixo aqui no meu humilde blog de memórias uma singela nota de pesar. Sem dúvida você mudou minha vida Jobs. Você me deu oportunidade de ouvir músicas indo pra faculdade, ver vídeos voltando pra São José do Rio Preto, ter 3 dos seus iPhones, um dos seus tablets, um dos seus notebooks e um dos seus desktops. E quem sabe, não me deu base pra um novo começo em uma nova área.

Adeus, e obrigado!

O que isso teria a ver com minha ida ao Japão?

Fui com a certeza de que ia trabalhar como um condenado, ganhar dinheiro e completar minha lista de desejos, que continha apenas:

  • camêra digital
  • iPod Video
  • iPod Nano pra minha irmã
  • Camisinhas coloridas para fazer Condom-Man

Mal sabia, que o iPod seria uma das aquisições que me acompanharia pra sempre, me fazendo mudar o modo de gerenciar minhas músicas e , porque não, deixar tudo mais simples. (me refiro aos procedimentos “Apple de ser”).

Os que me conhecem desde aquela época sabem que aquelas minhas férias da faculdade não foram mil maravilhas, mas chegaremos lá em outro post.

Primeiramente, devemos perguntar ao William:

Daonde veio a ideia de viajar para o outro lado do mundo, para fazer arubaito?

(do alemão “arbeit” – trabalho, e os japoneses tratam como o trabalho temporário) 

Well.. tive vários amigos que pegavam as férias de fim de ano da faculdade para ir trabalhar como peão em fábricas do Japão, e eu queria fazer parte da modinha. Além disso, meu pai sempre foi um cara que viajou bastante pelo mundo, começando com 7 anos quando veio pro Brasil. Isso me estimulava muito: conhecer a terra natal do meu pai e a origem da minha cultura.

Mas o empurrão/motivação só veio quando tive um término de relacionamento. Daí decidi passar o final do ano no lugar mais afastado dela. Que bobo né?

Coisas de coração adolescente partido.

Conversei com meus pais e com ajuda da minha tia que mora no Japão conseguimos todos os documentos necessários pra viajar, em tempo recorde. Em Novembro eu já estava embarcando para o outro lado do mundo.

Meus pais conhecem os japoneses de Rio Preto e sabiam que tinha uma turma indo para lá fazer arubaito por uma agência. Daí me enfiaram com mais 13 jovens num ônibus que saiu de Rio Preto, passou em Araraquara e pegou apenas o William no posto de polícia de São Carlos. Uma cena deprimente.

Todos estavam  indo com os pais para o aeroporto de Guarulhos, exceto o Toshibinha. Sempre me virei bem sozinho, mas eu não conhecia ninguém lá, só tinha visto algumas das meninas no Kaikan (clube de japoneses), então eles devem ter ficado com dó do garoto sem ninguém pra se despedir no aeroporto.

No fundo é uma situação meio chata partir sozinho. Sempre que posso eu vou me despedir de amigos que estão indo viajar. Não sei ao certo o quanto significa, mas são os últimos rostos familiares que você viu naquele país! TEM QUE SER de amigos!

Somado ao fato de eu não estar levando uma mala de mão pra uma viagem de 30 horas.. eu realmente parecia um boboca indo viajar.

Na minha cabeça eu achei que não ia precisar de mais nada além de um mp3 player tosco, fones de ouvido, meus documentos e carteira. Coube tudo numa pochete. Deu quase tudo certo, só senti falta de um livro.

Fizemos escala em Toronto, Canada. Se não me engano, ficamos 4 horas lá no aeroporto. Comi alguma porcaria, recebi uns dólares canadenses de troco que só atrapalharam tudo.. e nem conversei muito com os outros porque tava todo mundo cansado e eles já se conheciam. Não queria chegar metendo o bedelho onde não fui chamado.

Toronto

Foi a primeira vez de alguns. – sobre ver a neve.

Enquanto esperávamos na fila de imigração gigante no aeroporto de Toronto apareceram policiais com cães farejadores. Foi um momento meio tenso. Já pensou se descobrem que algum passageiro tem drogas ou pior.. uma bomba??

Depois de mais 16 horas sentado numa lata voadora chegamos no tão esperado Japão. Todos cansados e sem a noção de qual relógio biológico deveriam respeitar. Lembro que estava escuro.. Devia ser meio da noite.

Um funcionário da empreiteira foi nos buscar com um dos ônibus de transporte deles. Obviamente não era preparado pra 14 pessoas (10 homens e 4 mulheres) cada um com 2 malas absurdamente gigantes. E aí ele começou a empilhar todas as malas, equilibrando de modo que pudesse caber a bagagem e as pessoas.

Vi que ele estava com dificuldades de fazer aquilo sozinho e quanto mais rápido fôssemos, todo mundo chegaria mais rápido na cama e poderia descansar. Ou seja, de novo, essa minha índole de optar pelo bem maior me fez ir ajudar o cara. Mesmo em 2 foi difícil.. deu trabalho pra colocar 28 malas de 30 kg em um micro-ônibus.

A lição que fica é essa mesmo. Podem ver que todas as minhas ações são permeadas desse “senso de justiça”, meio prejudicial, mas sou assim. Não precisamos tirar vantagem de tudo, não é mesmo?

Por isso que assim que percebi que teríamos 3 quartos (5 meninos em um, 5 meninos em outro e 4 meninas no último) comentei com a empreiteira que deviam dividir em 14 partes iguais todas as contas. Afinal, mulher ganha menos lá no Japão. Acho que no fim nem fizeram essa divisão porque implicava em mudar um monte de coisa, mas eu tentei ser justo!

bonecando

Como é duro ser libriano com ascendente em capricórnio..

Enfim, acompanhem a Saga Toshiba no Japão, tem muitas histórias loucas!

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Esse post vem atender à você, meu amigo de longa data, e à você, que chegou aqui pesquisando por “vancouver homestay brasil” (se isso realmente acontecer, deixe um comentário e ficarei feliz em poder ajudar).

Quero falar sobre a minha experiência com o homestay e deixar algumas dicas para quem quiser se aventurar como intercambista e morar um tempo em uma casa de família. No meu caso, fiquei apenas um mês. É o que recomendo, daí se você for ficar mais tempo, aproveite esse mês pra achar um apartamento pra alugar. Compensa.

O primeiro ponto é: Casa de Família. Homestay é literalmente isso, ficar em uma casa, em um lar onde vive uma família.

Não posso negar que era uma família, mas eu tive dois probleminhas, que são bem comuns no Canadá. Já estava ciente que ia ser assim.. já tinha lido comentários:

1 – Homestay é um negócio. É BUSINESS.

Em algumas cidades, e pra algumas famílias, o homestay é um meio de “alugar” um quarto da casa e ajudar a complementar a renda. Não sei como é em outros países mas a impressão que tive é que tem vários lugares no Canadá onde isso acontece. Meio chato, mas no fundo faz sentido, é uma troca de favores: o estudante quer um lugar pra poder dormir no fim do dia, e a “família” quer o dinheiro do otár.. estudante.

2 – Casa de Família. Mas quem disse que era uma família tipicamente norte-americana?

Esse sei que é um problema especificamente do Canadá, que (dizem as estatísticas) 55% da população não é original do Canadá. Com os incentivos para imigração, existem famílias de locais diversos do globo: Índia, China, Coréia, Irã, Afeganistão, Japão, etc. [Contudo, ao mesmo tempo.. como podemos dizer o que é típico do Canadá? Só os esquimós são nascidos, crescidos naquele país.]

Esses dois pontos podem decepcionar um pouco o intercambista que espera encontrar uma “mãe”, um “pai” e um “irmão” pra montar bonecos de neve e assar um peru no dia de ação de graças.

Claro, por sorte existem as famílias em que tudo isso é ao contrário, conheci vários alunos da minha escola que tiveram a sorte de cair em uma família que era aberta pra conhecer a história do intercambista e tratavam a estadia do aluno como uma troca de cultura.

A minha não.

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Existe alguma coisa que você faz muito bem, e quando as pessoas olham, elas exclamam: “Caramba!” ?

Pois é, se tem algo que eu fazia (faço) bem é brincar na Pump It Up, também conhecida como “maquininha de dança que causa vergonha alheia”.

Tudo começou nos idos de 2000, 2001, quando estava no colegial e, igualmente a outros garotos nascidos nos anos 80, frequentei o fliperama. Gastei muito dinheiro no entretenimento eletrônico.

Meus pais moram perto do Rio Preto Shopping Center, que por ser o único da cidade, era o point nos sábados a tarde. Não é mais porque tem mais de um shopping agora. Quando a máquina chegou no fliperama do boliche lembro que eu gostei instantaneamente. Treinava durante a semana em casa, no simulador do computador. Aos sábados a nossa turminha do PIU fazia o shopping parar pra vislumbrar nossas performances.

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Não sei escrever coisas filosóficas, nem cultas, nem reflexivas sobre a humanidade. Gosto de contar meus “causos” de vida. Mas volta e meia, irei comentar sobre o Poder das Redes Sociais e o que aprendi com cada vivência.

Sei que você já deve ter ouvido falar do Twitter, já deve ter achado a maior besteira do mundo e com certeza já reclamou pro seu amiguinho nerd que tem uma @: “Pra quê diabos vou ficar postando o que estou fazendo pra todo mundo?”

Boa pergunta! Não sei a resposta. O que gosto de dizer é que o twitter é um meio muito rápido e fácil de comunicação/divulgação. Com o advento da internet móvel e smartphones, podemos ter acesso à quase tudo só enfiando a mão no bolso.

A propagação é muito rápida, e além disso, a possibilidade de interação com o interlocutor deixa a ferramenta mais atraente de usar. (Você pode responder o boa noite do William Bonner – @realwbonner – e ganhar um “obrigado”!!!! Coisas do tipo.)

Enfim, conto outros motivos legais de se usar o twitter em outras ocasiões.

Quero contar aqui um caso de sucesso do twitter, que NÃO é o #LingerieDay. Vou explicar simploriamente: você só precisa saber que nesse dia as mulheres colocam no avatar do perfil tuiterístico uma foto vestida com lingerie. Sendo que tudo começou com uma brincadeira dos “broders” @gravz e @morroida – dois trolls profissionais do twitter – mas que virou um sucesso.

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Em 2010 estava com planos de ir para o Japão mas.. bom, decidi que a situação pedia mais um curso de inglês do que revisitar o oriente. E se fosse pra estudar por um ano, fiz as contas e achei que seria uma boa fazer esses cursos de 30 dias imersos em uma cultura que falasse a língua shakesperiana.

Preparei todos os documentos e processos (reservar férias, avisar os pais, pedir pra amigos pagar contas, etc) em pouco tempo. Decidi cerca de uns 2 meses antes. Fechei com uma agência no Brasil ( GoTour) que me colocou em uma escola (VEC) e em um homestay – casa de família que abriga estudantes intercambistas, que é mais um business que troca de cultura..

A casa do meu homestay - era bonitinha!

A viagem rendeu tanta coisa legal pra contar que vai ganhar uma categoria própria. Foi um mês de muuuuita coisa. E nenhum romance. (Não que eu não tenha tentado..) Inclusive essa história tem uma das tentativas.

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É amigos, existem raros momentos em que os machos dizem “Não!” e os educados “Não, obrigado”. Até esse que vos escreve já teve que recusar mulheres, por N (ene) motivos – ela é chata, ou feia, (ou chata e feia) ou “estou namorando”, ou “não devemos fazer isso :-( “.

O motivo do primeiro fora que eu dei.. foi.. bem, é melhor que eu conte um pouco do contexto né? Tive que negar um beijo sem antes mesmo ter experimentado! Veja que loucura.. Mas beijo não é igual brócolis, eu podia recusar mesmo sem ter experimentado.

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